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Animalia

 

[Bico das aves e alimentação] [Asas e pés das aves] [Como são e para que servem as penas?] [Como as aves voam?] [Como as aves se reproduzem e como são seus ninhos?] [Como as aves cantam?]

 

A física do vôo

O vôo das aves é bem mais complexo do que dos aviões mas ambos se baseiam no mesmo princípio da Física, a Lei de Bernoulli. Essa lei diz que existe uma relação inseparável entre a pressão e a velocidade das correntes fluidas (seja de líquido ou de gás).

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(Para saber mais: Você sabe o que faz um aviao voar? Como um avião voa?)

 

Suponha que as correntes de vento estão passando sobre a superfície da asa de um avião, aqui vista de perfil. Como a asa é abaulada, a superfície de cima é maior do que a de baixo, certo? Então a corrente de vento desliza-se mais rapidamente na parte de cima do que na parte de baixo. Segundo a Lei de Bernoulli, a região de menor velocidade da corrente, ou seja, embaixo da asa a pressão (P2) será maior do que sobre (P1) a asa. Como resultado, sob as asas haverá uma força resultante de ascensão de baixo para cima superando o próprio peso do avião. É dessa maneira que o avião fica sustentado no ar mas, para que a força de ascensão seja criada, é necessário correntes de ar na superfície do avião. É por isso que para decolar, o avião corre na pista impulsionado pelos motores. A Lei de Bernoulli entra em ação e o avião sobe. Veja aqui uma ótima animação sobre o fenômeno.

 

Aviões e aves voadoras possuem asas abauladas e levemente inclinadas. O grau dessa inclinação (chamada de ângulo de ataque) determina maior sustentação e maior força de resistência do ar, diminuindo a velocidade do avião ou da ave. Para que o avião não entre em estol (vire), o ângulo de ataque da asa precisa ficar numa posição que não crie uma resistência demasiada do ar. A forma de evitar isso, são as aletas que criam fendas e aumentam a velocidade do ar sobre a asa garantindo maior poder de ascensão.

 

Mas e a ave, como é que ela decola?

No caso, os motores propulsores são os músculos do peito responsáveis pelo batimento das asas. A ave cria a força de ascensão durante o ciclo de bater as asas, mais especificamente, quando as asas abaixam. Quanto mais bate as asas, mais sobe. Há aves que, ao invés de bater as asas, decolam de pontos altos: lançam-se de penhascos, galhos de árvores, etc. e batem as apenas algumas vezes, só para manter a altura.

 

O estilo de vôo das aves

O batimento das asas gasta muita energia e seria vantajoso se existissem mecanismos para a sua economia. Uma estratégia que ajuda muito é ter um corpo aerodinâmico, ou seja, uma superfície corporal que cause o menor atrito possível com ar. A outra estratégia seria manter-se no ar sem bater muito as asas e ou aproveitar as correntes de ar.  Cada ave possui estilos de vôos conforme os seus hábitos. Vejamos os principais.

 

1) Vôo batido: é típico das aves que tem asas bem curtas em relação ao corpo como os beija-flores, cujas as asa nunca param de bater.

 

2) Vôo batido alternado com o planeio: As aves que pesam mais de 140g, alternam o batimento para ganhar altitude com o planeio. Há dois estilos: bater as asas e depois fechá-las bem junto ao corpo assumindo uma forma bastante aerodinâmica (como o pica-pau-do-campo) ou mantê-las abertas (como o pombão).  

 

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 3) Vôo planado. As aves que precisam ganhar grandes altitudes gastariam muita energia se tiverem que bater as asas constantemente, especialmente, se são pesadas como o urubú-de-cabeça-preta ou a fragata. Há dois tipos de vôo planado:

 

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a) vôo planado térmico praticado por aves grandes e que vivem nos continentes. Elas usam as correntes térmicas ascendentes para subirem, deixando as asas abertas e fazendo manobras para não saírem da bolha de ar quente. Você já deve ter visto bandos de urubus-de-cabeça-preta voando em círculos e ganhando altitude. Repare como as suas asas são grandes e bem largas.

 

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b) vôo planado dinâmico: praticado pelas aves marinhas (como a gaivota) que tem asas bem longas e estreitas. No mar as correntes de vento (setas) são desviadas pelas ondas, para cima. Então elas aproveitam essas correntes para subirem e descerem.

 

Ficar parado no ar pode ser conseguido de duas maneiras diferentes: batendo muito rapidamente as asas como os beija-flores ou aproveitar a corrente de vento ficando de asas abertas como o kestrel. O beija-flor paira no ar para lamber o néctar das flores e o kestrel fica à procura de uma presa que anda no solo.

 

Reprodução das aves

Em Biologia, chamamos de sistema de acasalamento a proporção de machos e de fêmeas envolvidos no acasalamento, durante a estação de reprodução. Nas aves predomina é a monogamia. Há espécies que se reproduzem apenas numa determinada estação do ano e outras, o ano todo.

Sistema de acasalamento Ocorrência
Monogamia 92%
Poliginia 2%
Poliandria menos de 1%
Promiscuidade cerca de 6%

 Vejamos alguns exemplos
a) Monogamia:  na época de reprodução os machos e as fêmeas formam casais e ambos, o pai e a mãe dividem as tarefas da construção do ninho,  incubação, alimentação e da proteção dos filhotes, até a independência. Como exemplo, podemos citar o joão-de-barro, o sabia-laranjeira, o caneleiro-do-chapéu-preto, entre vários outros.

 

 

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No Jardim Botânico avistamos o ninho do caneleiro-de-chapeu-preto em maio bem no alto do pé de eucalipto mas estava desocupado. A partir de setembro flagramos intenso movimento do casal com o transporte de materiais e vocalização. Veja como o ninho é proporcionalmente grande. Após a postura apenas a fêmea incubou os ovos.

Em janeiro não os vimos mais e o ninho foi abandonado.

b)  Poliginia: o macho acasala-se com mais de uma fêmea e cabe a ela cuidar sozinha da prole. Como exemplo temos o beija-flor, o galo, o pavão, entre outros.

c) Poliandria: é caso inverso, ou seja, a fêmea é quem tem mais de um parceiro sexual e os pais cuidam sozinhos da prole, como a jaçanã.

 

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O macho do beija-flor tesoura defende agressivamente o seu território contra os concorrentes. Quando chega a estação reprodutiva, acasala-se com mais de uma fêmea. Ela por sua vez, sozinha, constrói o ninho, incuba os ovos e alimenta a prole. A fêmea de jaçanã é parecida mas maior do que o macho. Na estação reprodutiva, é ela quem defende um território e acasala-se com mais de um macho. A postura é sempre de 4 ovos. O ninho é construído pelo macho  e é ele quem incuba e alimenta a prole.

 Diversidade e adaptação dos Ninhos

A principal função dos ninhos é a de proporcionar a proteção dos ovos e dos filhotes contra os predadores e às adversidades do tempo (vento, chuva). Os ninhos das aves variam bastante. Há ninhos onde os ovos são depositados diretamente no chão ou dentro de cavidades pré-existentes de tronco das árvores, cupinzeiros e ninhos de outras aves. A maioria das aves constrói ninhos usando variadas fontes de  matéria-prima. Veja as variações quanto a forma dos ninhos entre as aves.

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Ausência de ninho

O quero-quero tem um ninho de incubação mas não usa material: a fêmea deposita os ovos diretamente  no chão e senta-se sobre eles para incubá-los. O local de postura é sempre o mesmo do ano anterior. O casal defende o território agressivamente contra qualquer invasor voando rasante sobre quem se aproxima perigosamente da prole.

 

Época de reprodução: julho a dezembro.

Número de ovos: 3 a 4

Incubação: 27 dias

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Ninhos dentro do solo

A coruja-buraqueira faz o ninho escavando o solo,cuja tarefa é compartilhada pelo macho e pela fêmea. O ninho tem um túnel de 2m de profundidade e termina numa câmara. Enquanto a fêmea incuba os ovos o macho é responsável pela alimentação da fêmea e da cria. São pais muito zelosos.

 

Época de reprodução: março a abril.

Número de ovos: 7 a 9

Incubação: 28 a 30 dias

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Ninhos dentro de arvores

O pica-pau-do-campo vive aos pares e com o bico, cava o ninho no alto das árvores ou em cupinzeiros. Ambos incubam os ovos dividem a tarefa de cuidar da prole.

 

Época de reprodução: novembro a dezembro

Número de ovos: 3 a 4 ovos

Incubação:?

 

Ninhos de barro, de fibras vegetais e outros materiais 

As aves que fabricam os próprios ninhos usam variados tipos de matéria prima.O bico é uma ferramenta de multiuso que serve para transportar o material e para tecer ou cimentar o ninho. A forma do ninho e o tempo que se gasta para construí-lo varia de uma espécie para outra. Os ornitólogos classificam os ninhos conforme as peças de louças: forno, prato, xícara, taça, etc.

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O casal de joão-de-barro divide a tarefa de construir o ninho o qual se parece com um forno. Com o bico ele mistura, faz pelotas de barro, transporta e depois cimenta-o como observamos na foto ao lado. O barro é uma mistura de argila e fibras vegetais que depois de seco, produz uma parede bastante dura. O ninho fica pronto em 18 dias. O casal incuba de dia e à noite, só a fêmea mas ambos alimentam a cria.

 

Época de reprodução: setembro a dezembro

Número de ovos: 3 a 4 ovos

Incubação:15dias

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O pombão é uma espécie monogâmica. Daí, os pombos são lembrados como símbolo do casamento. Macho e fêmea são muito parecidos, sendo o primeiro bem maior. O ninho, construído em árvores, é uma plataforma simples de gravetos (lembrando um prato). Além da incubação, o cuidado do filhote é realizado por ambos os pais. 

 

Época de reprodução: o ano todo 

Número de ovos: 1 ovo

Incubação: 16 a 19 dias

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O macho do tico-tico estabelece território e faz o ninho que lembra uma tigela. Ele usa raízes e ramos trançados. Ambos os pais fazem o ninho, revezando-se na incubação e na  alimentação dos filhotes.

 

Época de reprodução

Número de ovos: 3 a 5 ovos

Incubação:12 a 13 dias

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A  partir setembro o sabiá-laranjeira macho começa a cantar e demarcar o seu território com seu melodioso canto que o elevou a condição de ave símbolo do Brasil. O ninho é construído pelo casal com fibras vegetais e reforçadas com barro.  A incubação é por conta da fêmea mas ambos alimentam a cria.

 

Época de reprodução: a partir de agosto 

Número de ovos: 3 a 4 ovos

Incubação:15 dias

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Durante o acasalamento o casal de beija-flor-tesoura realiza vôos em zigue-zague, ocorrendo vôos rasantes do macho sobre a fêmea. O ninho, em forma de uma xícara de café é assentado numa forquilha. É construído pela fêmea que utiliza painas, musgos e liquens os quais são colados extremamente com teias de aranha.

 

Época de reprodução: janeiro a fevereiro 

Número de ovos: 2 a 3 ovos

Incubação:15 dias

 

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O bem-te-vi que também é uma espécie monogâmica, faz ninho esférico e grande a base de capim seco. Além de construir o ninho o casal divide as tarefas de cuidar da prole. Na época do acasalamento próximo ao ninho, macho e fêmea cantam em dueto, batendo as asas ritmicamente.

 

Época de reprodução: setembro a dezembro

Número de ovos: 3 a 4 ovos

Incubação:17 dias

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O casal de ferreirinho-relógio faz ninho  pendente na ponta de galho fino. Usa folhas secas e painas ligadas com a teia de aranha. O fundo é revestido com material delicado e o ninho resiste muito bem ao vento e a chuva.

 

Época de reprodução: julho a novembro 

Número de ovos: 2 a 3 ovos

Incubação:17 dias

 Se há uma outra espécie que pode incubar os seus ovos, para que construir um ninho? De fato, há espécies que exploram ou parasitam o cuidado da prole por outras espécies como por exemplo o vira-bosta. Essa espécie parasita não uma mas várias espécies de outras aves: tico-tico, sabiá-do-campo, joão-de-barro, etc. Veja a ilustração abaixo:

 

1. Esse é o tico-tico, o hospedeiro 2. Esse é o vira-bosta, o parasita
ninho_tico-tico1.jpg ninho_chopim.jpg
3. Após o acasalamento, a fêmea do parasita deposita ovo no ninho dos pais adotivos. A foto abaixo, mostra o filhote de vira-bosta que já nasceu e o ovo do tico-tico não eclodido. 4. A mãe adotiva alimenta os filhotes sem discriminação mas muitas vezes, o parasita leva a melhor, como na foto abaixo onde os próprios filhotes não sobreviveram.
ninho_vira_bosta.jpg ninho_tico-tico.jpg

 

 Ovos e Filhotes

 


     Por que alguns ovos são cônicos e outros, ovais?

 

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Os ovos variam quanto à forma (indo de esférico ao cônico), no tamanho (grandes como nas avestruzes e pequenos como nos beija-flores) e na coloração (branco, azulado, pintado, manchado).

Os ovos cônicos quando rolam, dão voltas em torno de si. As aves que põem ovos no chão como o quero-quero possuem ovos cônicos. Por outro lado, as aves que fazem um ninho com paredes põem ovos mais arredondados como os beija-flores. Além da adaptação na forma, os ovos têm colorações que ajudam a camuflá-los no ambiente, dificultando para o predador de encontrá-los.

 Com a massa de modelar faça ovos como na figura ao lado. Role cada ovo. E então, você confirmou  o modo como cada tipo rola no chão?

 

Já o tamanho do ovo está relacionado, claro, ao tamanho da ave. Entretanto,há um outro fator associado ao tamanho do ovo: o tipo de desenvolvimento do filhote após a eclosão ou seja, se é precocial (nasce totalmente coberto de penas e já sai do ovo andando) ou altricial (nasce quase sem penas e muito menos voa ou anda).

As aves que põem ovos no chão têm filhotes precociais (como o quero-quero, galinhas, patos, gansos, jaçanã, etc.) que depois de 3 a 4 dias já estão seguindo os pais. Nas aves que põem ovos em ninhos, os filhotes nascem quase sem penas e de olhos fechados. É o caso dos passarinhos (sabiá, tico-tico, canário, ferreirinho-relógio, etc.), das garças, dos papagaios, tucanos, etc. 

 

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(À esquerda, filhote recém-nascido de sabiá-laranjeira (altriciais); Filhotes recém-nascidos de quero-quero à direita (precociais))

 


 

Por que as aves cantam?

Assim como nós usamos a voz para nos comunicarmos uns com os outros, a maioria das aves também vocalizam para exercer a mesma função. O som é usado para fazer contato entre os indivíduos do mesmo bando, entre o macho e a fêmea, entre os pais e os filhotes e entre os concorrentes de um mesmo território. As aves vocalizam desde notas curtas e simples aos cantos longos e melodiosos. Algumas aves produzem sons não vocalizados como o tamborilar a madeira com o bico ou estalidos com as penas. E há aves que não cantam. Pois é, o urubú-de-cabeça-preta é uma delas!

O canto do sabia-laranjeira ao alvorecer e entardecer destaca-se no ambiente com a chegada da primavera. O seu canto é belo e a ave foi imortalizada por Gonçalves Dias no poema "A canção do exílio" através da estrofe que todos conhecem.

 

"Minha terra tem palmeiras

Onde canta o sabiá

As aves que aqui gorjeiam

Não gorjeiam com lá"

 

Dada a ampla ocorrência no território nacional o sabiá-laranjeira é a ave-símbolo, primeiro do Estado de São Paulo e agora do Brasil (2002).

 

 

canto_siringe.jpg


Enquanto a voz das aves é produzida pela siringe, nos mamíferos é produzida pela laringe sendo que ambos os órgãos fonadores ficam na garganta.
A siringe está localizada mais precisamente no final da traquéia, na bifurcação que forma os brônquios do pulmão. Quando o ar passa pela siringe ela vibra e com ela as moléculas do ar em volta. Essa vibração é amplificada e o som sai pela boca na forma de onda sonoras que escutamos.

A ave pode variar o som controlando o volume (intensidade), a altura (freqüência) e a duração das notas. Cada espécie possui um repertório vocal típico. Assim, os ornitólogos, mesmo sem ver a ave, podem identificá-la, apenas ouvindo o seu canto.

 

Uma ave pode cantar por até 7 minutos, porque diferentemente de nós, ela pode respirar enquanto canta. Ah, você não acredita? Então tente falar alguma coisa enquanto inspira o ar! Viu como é difícil? Nós seres humanos falamos (ou cantamos) enquanto expiramos o ar. Quando inspiramos o ar, as pregas vocais se fecham.

Os ornitólogos, classificam as vozes das aves em duas grandes categorias:

 Canto: sons melodiosos e longos. São emitidos pelos machos na época da reprodução e tem a função de delimitar território e atrair fêmeas para o acasalamento.

 Chamado: sons curtos e repetitivos. Servem para coordenar as atividades de um casal ou do bando; a função geral é a de manter contato entre os indivíduos enquanto se alimentam, voam, etc.

Ouça o canto e o chamado do sabiá-laranjeira e note a diferença.

Em algumas espécies, as fêmeas também cantam, fazendo dueto com o macho. Como exemplo podemos citar o joão-de-barro, bem-te-vi, a saracura-do-brejo, a seriema, etc.   

canto_corruira.jpg Essa é a corruíra que flagramos estava cantando na entrada do Jardim Botânico, logo cedo. É um trinado melodioso e inconfundível. Macho e fêmea fazem dueto.
canto_uirapuru.jpg O uirapuru-verdadeiro é um parente famoso da corruíra, cujo canto é realmente muito especial. É uma ave que só ocorre na floresta amazônica e produz esse canto na época da reprodução. A beleza do canto foi motivo de homenagem em várias composições musicais.
canto_sabia.jpg O canto do sabiá-laranjeira é vocalizado pelo macho que anuncia o seu território e atrai a fêmea para o acasalamento.
lira.jpg A ave-lira que é uma ave da Austrália, é uma exímia imitadora de sons. O macho reúne o seu repertório para atrair as fêmeas. Veja um vídeo e fique impressionado!

Em muitas espécies o canto é aprendido quando a ave é jovem. Para aprender direito, os jovens precisam ouvir o canto dos adultos como o canário-da-terra ou o curió, que são apreciados pelos criadores de aves. Já em outras, é totalmente inato, ou seja, a ave canta sem nunca ter escutado o canto da própria espécie.

 

Mas qual seria a vantagem de imitar o canto de outras espécies de aves? Além de exibir a proeza para as fêmeas, confunde os reais donos das vozes que acham que o território já está ocupado. O sabiá-do-campo e o gaturama-verdadeiro, por exemplo, que ocorrem no JB imitam várias vozes e o seu território fica livre de diferentes espécies de concorrentes para a exploração dos recursos alimentares da família. O sabia-do-campo, possui um canto próprio da espécie e o seu chamado é inconfundível.

 


 

Parte 1

[Bico das aves e alimentação] [Asas e pés das aves] [Como são e para que servem as penas?] [Como as aves voam?] [Como as aves se reproduzem e como são seus ninhos?] [Como as aves cantam?]


 

Como citar:

Autores: Silvia Mitiko Nishida,
Data Publicação: 00/00/0000
Página: http://museuescola.ibb.unesp.br/subtopico.php?id=4&pag=33&num=5&sub=138